MIL E UMA NOITES DE TERROR EM BELÉM: O ESTADO E A MÍDIA COMO PROPAGADORES DAS CHACINAS NO PARÁ

As constantes chacinas que vem acontecendo no Estado do Pará, principalmente em Belém, evidenciam a ineficiência das instituições perante o assunto e o caos social – expresso na desigualdade que a violência afeta, principalmente as pessoas negras marginalizadas nas periferias -, E esse fato se reproduzem pela ação das ferramentas da Segurança Pública do Estado do Pará, como por exemplo: A Corregedoria da Polícia Militar, que quanto à conduta de seus agentes que estão aí, sendo pagos para nos servir, mas matam quando bem querem a população preta periférica que também sofre com a insegurança pública, porém, por outra via – aquela via que aprisiona, encarcera e mata por questões raciais -. A sede de justiça a qualquer custo é responsável pelas mais atrozes condutas irracionais nas periferias, mostrando SIM que, por mais racional que façam tentar parecer ser o discurso escamoteador de quem realmente sofre com a violência policial em Belém, por exemplo, quando o senhor Chefe de Segurança Pública da cidade recorre à mídia para dar explicações, o instinto policial cheio de ódio, evidencia nesses casos que a criminalização das periferias acontece e o resultado é esse: mais treze mortes em Belém e região metropolitana. Enquanto isso, a Secretaria de Segurança Pública do Estado tem como resposta a criação de mais um gabinete visando o reforço do contingente nas áreas de tensão e intensificando a roda ostensiva dos seus agentes. Nessas horas, é mais que plausível se questionar se a Secretaria, em seu diálogo com a sociedade e com as periferias que sofrem com a normalização das chacinas em Belém ainda não percebeu qual o real problema. Em nítida retaliação da Polícia Militar, a solução que a SEGUP nos oferece, é o aumento do contingente policial. Mais uma vez camuflando a real culpa das chacinas, mais uma vez tratando o povo como idiota e invisibilizando a legitima indignação da periferia que sangra com as mortes causadas por grupos milicianos. Enquanto isso, a mídia, em seu eterno papel de apaziguadora de conflitos, tenta legitimar a ação das milícias incriminando as vítimas nas chacinas tentando ganhar e influencia a opinião pública, normalizando ainda mais esse tipo de prática.