Solidariedade ao Professor Evandro Medeiros Contra a Ganância Extratora da Vale!

[FACA] A Federação Anarquista Cabana vem estender sua solidariedade ao companheiro Evandro Medeiros, professor do Curso de Educação do Campo da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA). Ele vem sendo criminalizado por protestar e mostrar sua indignação contra dos desmandos da Vale no sudeste paraense. Vem sendo atacado pela Companhia por fazer protesto, juntamente com demais movimentos sociais, na região. Nas palavras da mineradora “quer fazer justiça usando as próprias mãos”, sedução barata para desvirtuar o real motivo do protesto.

Em novembro de 2015, sobre a tenebrosa estrada de ferro de Marabá (trilhos que transportam a riqueza do subsolo do povo paraense para Canadá e Japão deixando aqui criminalidade, miséria e impunidade), um coletivo de lutadores e lutadoras do povo juntamente com o professor Evandro uniram forças para realizar ato em solidariedade às famílias atingidas pela estupidez e irresponsabilidade protagonizada pela obra de duplicação da ferrovia da companhia VALE. O ato também lembrava as vítimas da empresa SAMARCO, pelo rompimento da barragem de rejeitos no município de Mariana, em Minas Gerais.

Esse crime cometido pela mineradora, mesmo após 10 meses nada foi resolvido, e a VALE segue sua espúria caminhada pelo sudeste paraense com o projeto S11D e duplicação da ferrovia que já impacta e corta as terras e territórios de camponeses, indígenas e quilombolas. Aprofundando as desigualdades sociais, os crimes ambientais e assassinatos de lideranças no estado do Pará ou em Minas Gerais, no Brasil ou em outras fronteiras onde se instala a mineradora os resultados são os mesmo: concentração fundiária, ataque aos direitos humanos e da natureza e espoliação dos bens naturais.

Passados 07 meses do maior crime ambiental do país, nada foi resolvido sobre questão da SAMARCO/VALE em relação às famílias que foram vitimadas. No entanto, por conta do protesto feito sobre a estrada de ferro em Marabá, a “justiça” rapidamente se manifesta tratando de criminalizar todas e todos que se erguem em luta contra a plutocracia desta mineradora.

Na audiência conciliatória do último dia 05 de maio, o ministério público propôs que Evandro pagasse um salário mínimo para mineradora e por sua vez a VALE “reivindica” dele serviços comunitários por 15 dias. Uma proposta absurda!

Mostra-se mais uma tentativa de amedrontar as/os lutadores do povo oprimido. Daqueles que se levantam contra os mandos e desmandos dessas empresas que por meio de práticas escusas fazem por valer suas vontades destruindo os territórios de comunidade quilombolas, de indígenas, de famílias assentadas, de ribeirinhos e de toda uma tradição camponesa onde esses projetos se alocam.

#Não vai ter arrego!

#Não se ajusta quem resiste!

#Solidariedade ao professor Evandro Medeiros

#Terrorista é o Estado e o Capital.

FACA/CAB, julho de 2016.